MãoFina

Janeiro 16 2009

se calhar não sabias, mas andava por aí meia perdida... sobrou tanto em mim para contar, mas não encontrei ninguém que me indicasse a saída. então limitei-me a sentar no banco e esperar.

só me senti sozinha quando não estavas aqui para me fazer dormir,quando não havia o teu cheiro para me anestesiar da dor... e tu alteraste o meu sentido de olfato. fizeste tudo progredir na dimensão do tacto. apanhei-me literalmente a snifar-te o odor. comecei a contar o tempo pelos segundos já que nunca ninguém o fazia... apercebi-me que os sentimentos são intrusos quando olhava para a nossa fotografia. não me lembro muito bem, mas quando fechaste a porta acho que me overdopei de chocolate. engordei mais de 7 quilos, só que de alguma forma ainda queria um sonho nosso. por momentos rezei para ter um enfarte. mas oh... não sei como o fizeste, simplesmente despegaste o cimento dos meus sapatos. descreveste o quão os meus problemas são insensatos e incrivelmente fizeste-me descobrir o que significa uma flor

uma qualquer, nem que seja para classificar amor.

e ainda me ensinaste a dizer mentiras só para me encontrar contigo a horas inadequadas, ajudaste-me a registrar com beijos todas as indecencias por nós partilhadas, inventaste mais de mil posições para me abraçares, 475983768756369 formas para me beijares e finalmente explicaste-me o que é gostar, o quão preenchido fica o meu coração quando estás aqui, e agora vais ter de me ajudar...

é que já não sei viver sem ti.




. Isto lembra-me algo que já não me lembro.

Por MãoFina às 14:27

contra indicações: cócegas e palmadas
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