MãoFina

Janeiro 16 2009
~~~~Num tom mais sóbrio, desabafo estar cansada de testemunhar tantos corpos a deambular ao sabor do vento em busca de uma corda que os amarre, para depois os libertarem e, surpreendentemente, sentirem saudade dessa mesma corda. Com muitos destes corpos que por aí deambulam, tento conversar, perceber o que os move, o que os inspira...em coro, respondem-me que a solução a todas as equações passa pela procura desse ser que lança cordas. Acreditam depender dele para alcançarem a tão famosa e romanceada felicidade, sem conseguir assimilar o facto de primeiro necessitarem aprender a serem felizes sozinhas, ninguém o pode lecionar, não existe uma fórmula que agrade às diferentes unhas, ruídas ou não. No outro que tanto amam, que tanto idolatram, pensam que poderá representar o que são, o que acreditam ser. No outro está a resposta, nesse outro com quem foram tanto, em quem se perderam, e que nada por eles poderá fazer, porque não passa de uma memória.
~~~~O próximo desses seres que me disser só conseguir ser feliz quando o outro o quiser, dependendo dessa vontade exterior, indiferente aos que com eles sofrem por não conseguirem secar as suas lágrimas, levará com um murro de mão fechada no sentido de os despertar desses corpos perdidos no desejo de alguém que lhes indique o que são, e que reconstrua o sonho do que poderão ser. Chega! Deixem-se de dramas shakespeareanos! Life is so simple...
Ass. C.
Por MãoFina às 18:58

Janeiro 16 2009

se calhar não sabias, mas andava por aí meia perdida... sobrou tanto em mim para contar, mas não encontrei ninguém que me indicasse a saída. então limitei-me a sentar no banco e esperar.

só me senti sozinha quando não estavas aqui para me fazer dormir,quando não havia o teu cheiro para me anestesiar da dor... e tu alteraste o meu sentido de olfato. fizeste tudo progredir na dimensão do tacto. apanhei-me literalmente a snifar-te o odor. comecei a contar o tempo pelos segundos já que nunca ninguém o fazia... apercebi-me que os sentimentos são intrusos quando olhava para a nossa fotografia. não me lembro muito bem, mas quando fechaste a porta acho que me overdopei de chocolate. engordei mais de 7 quilos, só que de alguma forma ainda queria um sonho nosso. por momentos rezei para ter um enfarte. mas oh... não sei como o fizeste, simplesmente despegaste o cimento dos meus sapatos. descreveste o quão os meus problemas são insensatos e incrivelmente fizeste-me descobrir o que significa uma flor

uma qualquer, nem que seja para classificar amor.

e ainda me ensinaste a dizer mentiras só para me encontrar contigo a horas inadequadas, ajudaste-me a registrar com beijos todas as indecencias por nós partilhadas, inventaste mais de mil posições para me abraçares, 475983768756369 formas para me beijares e finalmente explicaste-me o que é gostar, o quão preenchido fica o meu coração quando estás aqui, e agora vais ter de me ajudar...

é que já não sei viver sem ti.




. Isto lembra-me algo que já não me lembro.

Por MãoFina às 14:27

contra indicações: cócegas e palmadas
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